Para acampar, acho imprescindível um fogareiro, seja para fazer um rango ou ainda, apenas para esquentar uma água para um chá ou cafezinho. Não aconselho contar com fogueiras, pois nem sempre são prática e muitas vezes inviáveis. Caso sua pretensão seja apenas ferver água, pode ainda fazê-lo apenas com aqueles ebulidores elétricos (chamados também de "rabo quente"), mas necessitará ainda de energia elétrica disponível, o que o bom e velho fogareiro a gás dispensa.
O meu primeiro fogareiro foi a álcool (chamados também de "espiriteiras"), da Coleman, embora não o tenha utilizado em acampadas, acho interessante levá-lo, pois nos casos em que o cartucho de gás acaba inesperadamente ou há algum problema, ele pode ser um bom quebra galho. A desvantagem é que é lento.
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fogareiro a álcool |
Em seguida, adquiri o meu fogareiro, propriamente dito, da Guepardo. Escolhi o fogareiro abastecido com cartucho 190g pois era o que mais conhecia, e optei por este modelo por ter acendimento automático e ter um invólucro protetor que contém o cartucho.
O acendimento automático é algo que torna mais prático, mas um campista dificilmente estará desprovido de um isqueiro ou fósforo. Outra coisa, que muitas vezes (talvez na maioria das vezes) constatei, é que ele só acende com algo em cima (a panela, no caso) de maneira que faça uma saturação do gás próximo ao dispositivo de centelha para o acendimento.
Depois passei para um modelo que considero excelente para o campista como eu (que não seja mochileiro, montanhista, etc...) pois é plano, muito estável, possui boa potência, facílimo de trocar o gás, e ainda é de fácil transporte para quem está de carro, pois tem uma maleta plástica para guardar e transportar. Trata-se do Nautika Frontier abastecido com campgás de 227g. Possui acendimento automático também.


Hoje, meu mais novo fogareiro é uma evolução do Frontier. É o Nautika Cemaik Duo. Muito bom... acho ele excelente, pois o queimador é de cerâmica, do tipo "infravermelho". Sabe aqueles queimadores de assadores que ficam rubros com o fogo? Então, é desse tipo. É muito bom pois concentra mais o calor e é mais difícil de ser apagado pelo vento. No mais é como o frontier. Ah, gostaria de ressaltar que não ganho nada da Nautika..hehehe... é que por coincidência ou conveniência adquiri dois produtos desta empresa, dos quais gostei e têm sido bons até o momento. Fica a minha dica e impressão sobre eles.
Outra opção interessante e ter o "fogareiro" elétrico, mas é claro, caso você tenha certeza de que o camping tenha ponto de energia próximo da barraca, de preferência individual, e na tensão do seu aparelho. É bom pois não se gasta gás, que na forma de cartuchos são caros, e não apagam com o vento.
Mas o importante é ter sua fonte de fogo e mandar ver na deliciosa gastronomia campista, assunto do qual um dia tratarei aqui no blog, pois gosto de cozinhar também.
Abraços. Até mais.
Dica: cartuchos de gás podem congelar no inverno, em locais de baixa temperatura. O seu conteúdo passa do estado gasoso para o líquido, em função da baixa temperatura e da pressão no cartucho. Dessa forma, o fogo não sai mesmo.